segunda-feira, 24 de novembro de 2014

“ORAÇÃO SEM NOME”



Num campo de batalha, foi achado este poema no bolso de um soldado, não identificado. O rapaz fora estraçalhado por uma granada. Em sua roupa restava apenas, a folha de versos intacta.
“ Escuta Deus, jamais falei contigo. Hoje quero saudar-te, bom dia!
Sabe?Disseram que Tu não existes e eu tolo acreditei que era verdade. Nunca havia reparado nas tuas obras, ontem à noite na trincheira rasgada por granadas, vi teu céu estrelado e compreendi então que me enganaram.
Não sei se apertarás a minha mão. Vou te explicar e vais compreender: É engraçado neste inferno hediondo achei a luz para enxergar Teu Rosto.
Dito isso, já não tenho muita coisa a te contar, só que... que... tenho muito prazer em te conhecer.
Faremos um ataque à meia-noite, não sinto medo. Deus sei que Tu velas...
Ah! É o clarim! Bom Deus, devo ir, gostei de Ti, vou ter saudades, quer dizer será uma luta cruenta e pode ser que eu vá bater à tua porta esta noite. Muito amigos não fomos, é verdade...
Sim, estou chorando! Vês, Deus, penso que já não sou tão mau.
Bem, Deus tenho que ir agora. Sorte é coisa rara, juro porém, já não receio a morte...”
Defrontando a morte no campo de batalha, o soldado voltou seu pensamento para Deus, eliminou o temor da morte, e encontrou a paz. A vida pode encerrar-se de uma maneira inesperada, é bom ter paz desde agora. Disse Jesus: Dou-vos a paz, a minha paz vos dou. Você é amigo de Deus?

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