Quando, pois, deres esmolas, não toques
trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para
serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a
recompensa. Mt.6:2.
“Não toque a sua própria trombeta” é um
dito muito familiar. Significa: não chame a atenção para si mesmo, para suas
ações, suas realizações. Todos nós temos inventado meios sutis de informar aos
outros sobre quem conhecemos, o que temos feito e onde estivemos. Durante as conversas,
apresentamos nomes, mencionamos lugares e posses.
Jesus usa uma imagem metafórica: “Quando
deres esmolas, não toques trombeta diante de ti”. Era costume usar uma trombeta
para convocar as pessoas para o culto e anunciar as horas da oração. Jesus possuía
senso de humor. Seus ouvintes podiam fazer um quadro metal do indivíduo a
caminho do templo para dar esmolas e à sua frente um tocador de trombeta
anunciando a todos que ele ia ser piedosamente generoso. Jesus se preocupava
com a ostensiva doação de esmolas. A figura atinge o âmago da questão.
Dar esmolas era uma das tarefas mais
sagradas do judeu piedoso, tanto assim que a mesma palavra significa justiça.
“Esmolas” quer dizer boas obras ou atos de caridade. Está intimamente
relacionado com a justiça e misericórdia de Deus.
A ostentação, porém, provê o nascimento
ilegítimo da coisa certa pelo motivo errado. Jesus se preocupava com o motivo.
Ele sabia que nosso verdadeiro motivo para a beneficência podia ser exposto,
purificado e curado somente se déssemos sem procurar recompensa. Quando nosso
único motivo para dar é o amor de Cristo, então o próprio dar já é recompensa.
Quem é que precisa mais que isso? Em resumo toda nota tocada por nossa própria
trombeta sai desafinada.
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